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Maia admite abrir mão de candidatura se tiver alguém mais bem colocado em seu campo político

BRASÍLIA - O presidente da Câmara e presidenciável, (-RJ), admitiu nesta quarta-feira que se tiver algum candidato na centro-direita com boas chances de ir para o segundo turno poderá desistir da candidatura no próximo mês. Segundo ele, hoje a oposição é quem está melhor colocada, e que por isso é preciso conversar com todos, inclusive com (). Ele afirmou, no entanto, que uma aliança com Ciro não é a mais provável. Mas que, no segundo turno, "dependendo das opções", o apoio ao pedetista é certo. As declarações foram dadas durante evento com presidenciáveis na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

— No segundo turno, dependendo das opções, Ciro será opção clara — disse.

Maia minimizou as declarações truncadas que o presidenciável do PDT deu recentemente, afirmando que é melhor focar nos pontos positivos que os dois já tiveram no passado. Na semana passada, Ciro disse que antes de procurar apoio no centro, queria fechar um acordo com partidos da esquerda, para assegurar a "hegemonia moral" de sua candidatura.

— No momento do calor, às vezes a gente erra. Não acho que este seja o maior problema. O principal é entender o que cada um pensa para ao Brasil e tentar construir um ambiente de conciliação. Ciro não é a maior probabilidade (de apoio) pro DEM, é claro que não é, mas se alguém restringe o diálogo, não é centro. O diálogo com o Ciro é importante — disse.

— Vamos potencializar aquilo que teve de positivo na relação, para que a gente possa continuar dialogando — emendou.

Ele citou o caso das eleições do ano 2000, quando Ciro "estendeu a mão" para César Maia, pai de Rodrigo, que estava "isolado" no Rio, ajudando a elegê-lo. Maia diz que ainda não se encontrou com Ciro, mas terá hoje uma reunião com Cid Gomes, irmão do presidenciável e principal articulador político da campanha do PDT.

Maia, que não pontua mais do que 1% das intenções de voto nas pesquisas, disse que não tem por que abandonar sua pré-candidatura agora, mas que até o fim do mês que vem não vê problemas em fazê-lo em prol de um nome com maior potencial. Ele disse que vem conversando constantemente com os pré-candidatos Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos).

— Se a gente tiver transparência no debate, eu não tenho problema nenhum de chegar no dia 30 de julho e entender que tem um caminho que tem mais viabilidade do que o meu— disse completando:

— Se tivesse alguém nas pesquisas que tivesse clareza que ganharia no segundo turno eu já teria desistido, esse não seria o problema. Não vejo ninguém no nosso campo, neste momento, com capacidade de liderar o campo — pontuou.

O presidente da Câmara avaliou que o centro está nessa situação difícil porque no imaginário popular é o campo político que está associado ao presidente Michel Temer, cuja rejeição eleitoral chega a 92%.

— O campo vitorioso neste momento é o campo de oposição. Querendo ou não, no imaginário da sociedade o campo de centro direita está próximo ao presidente da República, que é quem será contestado nesta eleição — ponderou.

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