BRASÍLIA - O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira que tentará negociar uma ampliação dos discursos na votação da denúncia em plenário. Maia disse que o Regimento Interno prevê que apenas dois parlamentares falem a favor da denúncia. Mas ele afirmou que cumprirá rigorosamente o que diz o Regimento da Casa. Pelo estudo da assessoria técnica, a denúncia deve ser votada no dia 12 na CCJ e até dia 17 de julho em plenário.
— O Regimento Interno diz que é o mesmo trâmite do impeachment. A data (no plenário) vai depender de quando sair da CCJ. Se estiver ajustado com os deputados, pode sim não haver recesso _ disse Maia.
O recesso oficial ocorre a partir de 18 de julho, quando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é aprovada. Quando o Congresso não aprova a LDO, há o recesso branco. O problema é que os parlamentares querem viajar a partir do dia 15, com ou sem recesso formal.
Maia foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) na manhã desta terça-feira para relatar à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, sobre o rito que adotará na Câmara. Como a decisão deve acontecer durante o recesso do Judiciário, eventuais recursos deverão ser analisados por Cármen Lúcia, que é quem está de plantão nesse período.

