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Maia faz apelo para deputados não saírem de Brasília até a votação da denúncia

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BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez um apelo a todos os deputados para que não saiam de Brasília até a votação de denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer no plenário. Antes, a denúncia tem que ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que não deve encerrar o caso antes de sexta-feira. Só então, independentemente do resultado obtido na comissão, a denúncia segue para a votação do plenário.

— O Brasil não pode ficar parado. É uma denúncia contra o presidente da República. É grave. Eu espero que a gente consiga votar essa matéria o mais breve possível, que os deputados e deputadas possam, e faço esse apelo, continuar em Brasília — disse.

Maia voltou a dizer que seu papel não é defender nem o governo nem os que querem a autorização da denúncia, mas opinou que o "Brasil não pode esperar 15 dias" para decidir sobre o assunto. Ele pontuou que como são necessários 2/3 da Câmara (342 deputados) para autorizar a denúncia, não é possível abrir a sessão de votação sem que haja esse número de parlamentares presentes.

Visto com desconfiança por aliados de Temer, Maia sinalizou estar em consonância com a vontade do Palácio do Planalto, que deseja ver a matéria liquidada rapidamente. Na avaliação do governo, hoje há votos suficientes no plenário para arquivar a denúncia. E na comissão também, depois que dez trocas de nomes foram efetuadas nos últimos dias.

— No meu ponto de vista pessoal nós não podemos é deixar essa matéria para agosto. É a minha opinião. Como o quorum é de 342 é muito difícil a gente atingi-lo com a oposição fazendo obstrução, que a gente sabe que isso vai acontecer, é legítimo, mas o Brasil, do meu ponto de vista, precisa tomar uma decisão — afirmou o presidente da Câmara.

O recesso legislativo está marcado para começar no dia 18 de julho, mas antes, o Congresso tem que votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias em uma sessão conjunta da Câmara e do Senado.

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