Início Brasil Maior parte dos mortos em Roraima era denunciada por tráfico
Brasil

Maior parte dos mortos em Roraima era denunciada por tráfico

Envie
Envie

BOA VISTA — A maioria dos 31 mortos na , ocorrida na madrugada da última sexta-feira, estava presa por tráfico de drogas, de acordo com balanço divulgado na manhã deste sábado pela Secretaria estadual de Justiça e da Cidadania de Roraima.

De acordo com o levantamento, 18 presos eram processados por tráfico de drogas ou mais crimes. Treze tinham registro de roubo nos prontuários, além de outros crimes, e seis respondiam por homicídio. Acusados de estupro eram pelo menos três.

Entre os mortos estão presos sem identificação com facções, caso de Lázaro Quincas Saldanha, preso por tráfico, porte ilegal de armas e adulteração de veículo automotor.

— Ele recusou esse negócio de facção, dizia que não ia entrar nisso e que a facção dele era a família dele — conta Solange Furtado, de 51 anos, amiga da vítima.

Os nomes de todos os mortos foram divulgados nesta sábado. Até as 15h, 19 corpos haviam sido identificados e cinco liberados para velório e enterro. Dezenas de familiares de detentos continuam em frente ao Instituto Médico Legal (IML), em Boa Vista, à espera da liberação dos corpos.

Familiares de detentos que não estão na lista de mortos, mas que foram informados por outros presos sobre suas mortes, reclamaram neste sábado da falta de informação sobre eles. O governo prometeu verificar os casos até o fim da tarde.

Neste sábado, o Departamento do Sistema Penitenciário suspendeu as visitas do próximo domingo à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

Vídeos divulgados por detentos logo após a chacina fortalecem a tese de que a matança foi uma retaliação e tentativa de exibição de força do Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem maioria na penitenciária, ao .

Pelo menos metade das 56 vítimas do massacre liderado pelo grupo Família do Norte, aliado ao Comando Vermelho (CV), no primeiro dia do ano no Complexo Penitenciáiro Anísio Jobim (Compaj) era ligada ao PCC.

Da mesma forma que no massacre de Manaus, durante a madrugada. A matança ocorreu sem tomar agentes como reféns, quebradeira ou tentativa de fuga.

"Olha aqui o que nós ‘faz’ aqui com você, seu safado. Vocês mataram os nossos irmãozinhos”, disse um dos detentos no vídeo que termina com exaltações ao PCC.

Familiares de presos que aguardavam por informações do lado de fora da penitenciária na sexta-feira confirmaram, reservadamente, que a ação foi uma resposta à chacina de Manaus.

Em entrevista, na sexta-feira, o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Castro, .

— Não tem porque ser retaliação ao que houve em Manaus. Há uma rivalidade entre eles mesmos, e agora estão querendo falar em vingança, mas não há porque fazer vingança se não havia membros de outra organização criminosa dentro deste presídio.

Siga-nos no

Google News