BRASÍLIA - , dono da empreiteira , disse em depoimento à Justiça Federal que - ex-integrante do conselho do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço () - prestou serviços como consultor à empresa há cerca de seis ou sete anos. Por outro lado, disse desconhecer se houve ilicitude nessa contratação. Quem vai poder responder isso, disse ele, são os executivos da Odebrecht responsáveis por contratar seus serviços: Benedicto Junior, Fernando Reis e Paulo Cesena. Todos eles, assim como o próprio Marcelo, são delatores e estão colaborando com a justiça.
André é réu por suspeitas de ter recebido propina da Odebrecht. Em troca, teria atuado para ajudar a empresa a obter financiamentos no FI-FGTS, ligado à Caixa Econômica Federal. Segundo o MInistério Público Federal (MPF), ele recebeu propina de cerca de R$ 27,5 milhões, além de US$ 8,3 milhões, da Odebrecht. Também de acordo com o MPF, entre 1994 e 2011, ele atuou em três órgão ligados ao fundo de investimentos: Conselho Curador, Grupo de Apoio e Comitê de Investimento.
— Era um consultor que tinha conhecimento forte de que como funcionava o FI-FGTS e conhecia pessoas no FI-FGTS oriundas do meio sindical. Agora, eu não conhecia a forma como foram os pagamentos. Para todo entendimento era consultoria. Era m consultor, um lobista. Assim era visto. Eu não tinha conhecimento de nada ilícito, fora que tinha conhecimento e influência no FGTS. Se tinha ilicitude por trás, é quem contratou que vai melhor saber — disse Marcelo.
O caso é tocado pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília. Ausente nesta terça-feira, ele foi substituído pelo colega Alexandre Vidigal de Oliveira, que autorizou a Caixa a entrar no processo como assistente da acusação. André está preso preventivamente desde maio. O outro réu da ação, Vitor Hugo dos Santos Pinto, que trabalhava na Caixa, teria recebido US$ 400 mil.

