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Meirelles diz que, se for eleito, sua prioridade será gerar empregos

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BRASÍLIA — Em tom de , mas frisando que só tomará uma decisão no dia 7 de abril, o ministro da Fazenda, , traçou um cenário positivo para a economia brasileira, ao responder a perguntas de internautas no Twitter, nesta quarta-feira. Meirelles afirmou que, na hipótese de ser eleito, sua primeira prioridade seria garantir aos brasileiros. Mas para isso, ponderou, é necessário que a economia possa crescer e a inflação baixar e não sair do controle ao longo do tempo.

— A primeira prioridade é garantir emprego para os brasileiros. Para isso, será necessário uma economia crescendo, com uma política econômica bem sucedida. Em segundo lugar, uma inflação baixa, para que o salário não seja corroído ao longo do tempo — avaliou.

O ministro destacou também que é preciso o uso competente dos recursos públicos, garantindo melhor saúde, educação e mais segurança para a população. Completou dizendo que outros itens fundamentais são transportes e infraestrutura, incluindo energia mais barata.

— Depois, um uso competente dos recursos públicos, garantindo melhor saúde, melhor educação e mais segurança para a população. E, finalmente, transporte, infraestrura, energia mais barata e mais disponível — disse.

Ao ouvir de uma internauta que teria o voto dele, caso resolva se candidatar, afirmou:

— Vou tomar decisão se sou ou não candidato até o início de abril. Até lá, estou totalmente concentrado no trabalho de ministro da Fazenda, para colocar o Brasil na rota do crescimento. De qualquer maneira, obrigada por seu apoio e voto caso eu seja candidato.

Meirelles foi indagado sobre como definia medida popular e medida populista. No primeiro caso, respondeu, é aquela que funciona e gera crescimento e emprego.

— Já as medidas populistas são aquelas que visam a ganhar simpatia num primeiro momento e tendem a falhar e fracassar em seguida. É importante tomar medidas que não sejam populistas, oportunistas, mas que gerem crescimento da economia, inflação baixa, emprego e produção em alta. Isso sim é levado em conta pela população.

O ministro disse que os preços do crédito bancário continuarão caindo, que o governo já está trabalhando para abrir o mercado brasileiro por meio de acordos de livre comércio com blocos e países e que a privatização de Eletrobras tornará a energia mais barata para a população. Ele chegou a comparar a venda da holding ao que aconteceu com a antiga estatal de telefonia Telebrás, no fim dos anos 90.

— Estamos propondo a privatização da Eletrobras, para repetir no país o que já foi feito com a privatização da Telebrás. Nem todos se lembram, mas principalmente nas grandes cidades quase não tinha linha telefônica. Era difícil comprar uma linha telefônica, que custava uma fortuna e tinha de ser adquirida de outra pessoa. Tinha telefone que custava milhares de dólares. Hoje, a linha não custa nada. É paga pelo uso. Com a Eletrobras, vamos ter energia mais barata, maior capitalização do sistema e maior disponibilidade para todos — disse ele.

Meirelles disse que seu maior legado são as mudanças para melhorar os gastos públicos. Afirmou que governos anteriores adotaram uma política equivocada, que expandiu as despesas, interviu na economia, baixou artificialmente os juros e isso gerou inflação, desemprego e recessão.

— Agora, estamos enfrentando as causas disso. Controlamos as despesas públicas, o Banco Central baixou a inflação, as taxas de juros estão caindo, inclusive para o crédito.

Foi lembrado que, recentemente, o Banco Mundial divulgou um estudo mostrando que se o Brasil abrisse seu mercado, tiraria milhões da pobre, criaria empregos e aumentaria as exportações. O ministro concordou.

— Para isso, estamos acelerando as negociações com a União Europeia, já estamos nos aproximando do Transpacífico (acordo entre os países do Pacífico), e iniciamos conversações como Reino Unido. Estamos trabalhando nessa direção.

Segundo o ministro, o país está mudando e saindo da maior recessão da História, marcada por alto desemprego, inflação elevada e queda do Produto Interno Bruto (PIB). Agora, enfatizou, o país está crescendo, serão criados 2,5 milhões de empregos este ano e há um teto para controlar os gastos públicos.

Outra pergunta dizia respeito à possibilidade de intervenção no câmbio, para controlar a cotação da moeda. Para Meirelles, esse tipo de medida tem se mostrado ineficiente no Brasil e em outros países. Ele lembrou que, nos anos 90, houve essa tentativa pelo governo brasileiro, o que acabou gerando uma crise cambial.

— O Banco Central pode agir no mercado de câmbio com duas finalidades: intervir em processo de falta de liquidez, ou para acumular reserva — declarou o ministro.

O ministro disse que a melhor maneira de reduzir a carga tributária do país é diminuindo despesas. E isso, garantiu, está sendo possível, graças ao teto para o aumento dos gastos públicos.

Disse que a reforma tributária é uma questão de decisão política e que isso, até pouco tempo, não existia. Lmebrou que o governo, em um primeiro momento, vai tratar do PIS e da Cofins, queu são tributos que afetam todos os produtos. Em seguida, será a vez dos impostos estaduais e outros tributos federais.

— Essa decisão política existe agora e está sendo proposta ao Congresso Nacional

Destacou a necessidade de investimento em educação e usou o Rio como exemplo: além de reforçar o policiamento, inclusive com o uso de forças federais, se necessário, é preciso educar os jovens e propiciar empregos, educação, saúde e lazer.

Perguntado se não seria positivo reduzir a carga tributária, ele afirmou:

— Sim, mas para diminuir a carga tributária, é importante diminuir as despesas. Caso contrário, vamos aumentar a dívida pública, os juros e a inflação.

Meirelles disse que não se importa com os "memes" que fazem sobre ele nas redes sociais. Afirmou que o humor é fundamental na vida pública.

— [Memes] são uma forma de transmitir mensagens importantes, de forma simples e em humorada. Vivemos em uma democracia. Mas nem todos são certos, ou corretos.

Também mencionaram ao ministro que, recentemente, ele postou uma foto com um cachorro.

— Tenho cinco cachorros e gosto de todos eles. Acho que o cachorro é uma presença afetiva que faz muito bem a todos. Eu aconselho.

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