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Moro amplia quebra de sigilo telefônico de Palocci

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SÃO PAULO — O juiz Sérgio Moro decidiu aumentar o período da quebra do sigilo telefônico do ex-ministro Antonio Palocci. A princípio, Moro havia quebrado p sigilo entre janeiro e dezembro de 2010. Contudo, em despacho do último dia 11 de abril, o juiz aumentou a abrangência para um período de 13 anos: de 1 de janeiro de 2005 até 5 de abril deste ano.

Com isso, a Lava-Jato terá acesso às ligações de Palocci na época em que o petista exerceu os cargos de ministro da Fazenda (de janeiro de 2003 a março de 2006) e da Casa Civil, de janeiro a junho de 2011.

No mesmo despacho, o magistrado também autorizou a quebra do sigilo de Rita de Cássia dos Santos, ex-secretária de Palocci. A Lava-Jato acredita que a secretaria tinha conhecimento das agendas do ex-ministro e de suas reuniões com a Odebrecht.

"Há provas, em cognição sumária, de que ela intermediava comunicações realizadas entre Antonio Palocci e os executivos do Grupo Odebrecht", escreveu o juiz.

Moro atendeu pedido da Força-Tarefa da Lava-Jato que justificou que havia trocas de mensagens e reuniões de Palocci com executivos da Odebrecht.

O juiz afirma que consta a informação de que Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci agendaram reunião com o ex-ministro para tratar da Braskem, empresa do grupo Odebrecht que atua no ramo petroquímico, em fevereiro de 2007. Moro relata ainda, com base em anotações constantes da agenda de Alexandrino Alencar (também executivo da Odebrecht), uma reunião marcada entre o diretor e Palocci. O encontro teria ocorrido em maio de 2015.

Nesta sexta-feira, a , relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), de levar o caso que julga a liberdade do ex-ministro da Fazenda para o plenário da Corte. A defesa quer que o caso seja julgado pelos cinco ministros que compõem a Segunda Turma do STF, que já decidiu pela libertação do ex-ministro José Dirceu, do empresário José Carlos Bulai e do ex-assessor João Cláudio Genu.

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