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Moro ouve Bumlai em processo de terreno e apartamento para Lula

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SÃO PAULO - O juiz federal Sérgio Moro ouve nesta terça-feira o pecuarista José Carlos Bumlai e outras três testemunhas de acusação em processo que tem como réu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta ação penal, o ex-presidente é acusado de receber como propina um terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao seu apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. De acordo com a Lava-Jato, os imóveis foram comprados pela Odebrecht em troca de contratos firmados pela empreiteira com a Petrobras.

No fim de abril, Bumlai foi colocado em liberdade pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele havia sido preso em novembro de 2015 na Operação Lava-Jato e cumpria pena de 9 anos em casa em razão de sofrer de um câncer na bexiga e problemas cardíacos.

Nesta quarta-feira, está previsto o depoimento de A defesa de Lula pediu adiamento do interrogatório.

Outras sete pessoas também são rés no processo em que Bumlai depõe hoje. A ex-primeira dama Marisa Leticia chegou a ser acusada, mas a ação contra ela foi arquivada por Moro após a morte de Marisa Letícia, em fevereiro deste ano.

Bumlai e outras duas testemunhas prestam depoimento a partir das 9h30min, por videoconferência de São Paulo. O pecuarista, que era amigo de Lula, também foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, também réu neste mesmo processo.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Bumlai foi apresentado como o primeiro interessado na compra do imóvel onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. Durante a negociação, o pecuarista indicou como comprador um parente dele, Glauco da Costamarques, mas o imóvel acabou sendo colocado em nome da DAG Construtora LTDA., dirigida por Demerval De Souza Gusmão Filho, que também é réu na ação, ligado a Marcelo Odebrecht, segundo a acusação.

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