Uma mulher, de 48 anos, morreu após fazer uma escova progressiva - tratamento para alisar os cabelos - no interior de São Paulo.
A morte aconteceu por causa de um quadro grave de intoxicação provocado pelo uso de formol no procedimento estético. O caso ocorreu na mesma semana em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa proibiu a venda de quatro alisantes de cabelo por conterem quantidades irregulares do produto, que tem potencial cancerígeno.
Em nota ao jornal online, a prefeitura, responsável pela unidade de saúde, informou que a morte foi ocasionada por “insuficiência respiratória aguda, bronquite aguda e asma - todos decorrentes de uma intoxicação exógena de produto químico no cabelo e em contato com a pele".
A mulher, segundo familiares, já havia realizado o procedimento antes, embora fosse sabido que sofria com problemas respiratórios, como asma e bronquite.
O que é intoxicação química?
Intoxicação é o nome dado ao conjunto de sintomas causados pela exposição do organismo a alguma substância nociva, seja ela produzida pelo próprio corpo ou não. Dentre as formas mais comuns de intoxicação estão o uso de medicamentos não recomendados ou em doses excessivas, picadas de animais venenosos, alimentos estragados, agrotóxicos e metais pesados, como chumbo e mercúrio.
O sintomas podem variar desde vômitos e alergias até quadros graves de insuficiência respiratória ou cardíaca, impedindo que a pessoa consiga respirar ou bombardear sangue para todo o corpo.
"Tratando-se de escova progressiva, há um limite tolerável para o uso de formol, que pode causar a intoxicação química. Se for usado em altos níveis, a pessoa não consegue respirar", afirma a dermatologista especialista em estética médica Íris Florio.
Formol pode levar à morte
O formol, conforme explicou a dermatologista, é uma substância tóxica que, quando exposto ao organismo em altas doses ou em pessoas que possuam um histórico de problemas respiratório, pode causar insuficiência respiratória.
A própria Anvisa destaca que o formol tem aspecto tóxico e, por essa razão, o uso em produtos cosméticos é limitado: a substância é permitida apenas como um conservante, na concentração de até 0,2%. Entretanto, desde 2009, a Agência proíbe seu uso como alisante.
Perigo dos tratamento de beleza
A especialista explica que, se tratando de beleza, é necessário ter cuidado em dobro e verificar a procedência dos produtos usados.
Conforme ela explica, até os produtos de comercialização autorizada pela Agência já podem causar alergias e outros sintomas inesperados nas pessoas, pois nem todos os clientes possuem o conhecimento de quais doenças têm ou não.
Mesmo tinturas, segundo ela, não são indicadas para serem usadas com frequência porque podem causar alergias e, a longo prazo, deterioram a fibra capilar. Com informações do site Vix.

