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‘Não dava mais para segurar a tarefa’, diz Bruno Araújo

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BRASÍLIA — O deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) afirma que pediu demissão do Ministério das Cidades, nesta sexta-feira, porque “chegou no limite que eu não podia ultrapassar”. O tucano, que se antecipou a uma reforma ministerial, diz que entrou no governo com o apoio da bancada do partido, mas ressaltou que não conseguia mais “segurar a tarefa” porque estava acompanhando a “angústia” dos integrantes de legenda que queriam deixar o governo.

Cada um tem uma sensibilidade na pele. A minha dizia que chegou no limite que eu não podia ultrapassar. Fui para o Ministério das Cidades com o apoio da minha bancada. Venho monitorando a angústia de meus companheiros e vi que não dava mais para segurar a tarefa. Ainda tem muita coisa para fazer, mas entregamos o que deu para fazer. O Minha Casa, Minha Vida está a pleno vapor, o cartão-reforma foi lançado, botamos o ministério para andar.

Agora é ajudar o partido a ciscar para dentro, buscar a unidade, construir o diálogo para chegarmos inteiros na convenção em dezembro. Se o PSDB quer um projeto vitorioso para 2018, tem que construir isso agora. Vou descansar uns dias e depois vou me dedicar a fazer o que gosto: juntar as pessoas.

Eu conversei com o presidente Temer hoje pela manhã antes da solenidade do lançamento do cartão-reforma. Só nós dois, uma conversa elegante. Ele não esperava. Eu agradeci a ele e pedi que recebesse minha carta de demissão. Estou muito sintonizado com o que quer o PSDB. Ouvi as pessoas no partido e todos já sabiam da minha disposição de ser sensível aos apelos da minha bancada.

Eu saí inteiro. Todos foram afastados, eu pedi minha exoneração. Cumpri um ciclo. Hoje ser macho é estar dentro da vida pública.

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