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'Não é hora para arrependimentos', diz defesa de Joesley contra rescisão de delação

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BRASÍLIA — A defesa do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, voltou a negar que ele tenha omitido informações em sua delação e pediu que o acordo seja mantido. Sua colaboração está sob risco desde setembro do ano passado, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a rescisão por entender que ele não contou tudo o que sabia.

"Membros do MPF que participaram das tratativas deverão ser ouvidos sobre a dinâmica do acordo, a fim de que se saiba sobre a informalidade que permeou as reuniões, e nas quais se permitiu a entrega posterior de anexos. A mudança da “equipe” de assessoria da PGR não deveria superar os compromissos que o órgão assumiu com os colaboradores. Não é hora para arrependimentos. O pedido de rescisão não passa disso. Não há razão alguma para a ruptura!", diz trecho do documento apresentado pela defesa no Supremo Tribunal Federal (STF).

Joesley e outras seis pessoas ligadas à JBS firmaram acordo de delação premiada com a PGR no ano passado. Em maio, o GLOBO revelou áudio de conversa dele com o presidente Michel Temer tratando, entre outras coisas, de pagamentos ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Em setembro, a descoberta de um áudio levantou a suspeita de que ele e o executivo da JBS Ricardo Saud omitiram informações. A PGR suspendeu o acordo, mas a medida ainda depende de decisão do STF. Na ocasião, a PGR, ainda comandada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, pediu a prisão dos dois. O relator do caso no STF, ministro Edson Fachin, atendeu a solicitação e mandou ambos para trás das grades.

Em dezembro, a atual procuradora-geral, Raquel Dodge, concordou com o pedido de rescisão do acordo.

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