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‘Não via a carta de renúncia de Temer, teria rasgado’, diz Marun

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BRASÍLIA - O deputado (PMDB-MS), um dos principais nomes da tropa de choque do governo, disse na CPI da JBS que o presidente quase renunciou no dia seguinte às revelações dos diálogos entre o dono da empresa, , e o presidente gravados tarde da noite do Palácio do Jaburu. A revelação foi feita numa sessão fechada da , da qual Marun é relator, e noticiada pelo jornal “Folha de S.Paulo”. Ao GLOBO Marun confirmou a afirmação e contou que naquele dia 18 de maio o clima era muito tenso no Palácio do Planalto. Ele disse que não viu carta de renúncia, e que se a tivesse visto teria rasgado. E que vai tomar providências contra o vazamento de diálogos travados em sessões secretas.

— Eu nunca vi carta nenhuma (de renúncia) e se tivesse visto, teria rasgado. Mas de fato alguns assessores ficaram muito abalados, criou um ambiente muito difícil. Alguns agentes políticos externos passaram a defender a renúncia, foi um momento muito tenso — disse Marun, reafirmando o discurso adotado pelo governo e seus aliados de que a delação da JBS foi uma armação bolada pelo Ministério Público para derrubar o presidente.

— Houve sim uma tentativa de golpe de Estado que só não deu certo pela tenacidade do presidente — afirmou o deputado.

O relator da CPI disse que entrará em contato com a Polícia Legislativa e pedirá a abertura de uma investigação sobre o vazamento de sua fala à sessão secreta da CPI. "Ele quase derrubou o presidente naquele dia 17. O complô era pro dia 18 o presidente renunciar. Quase conseguiu fazer o presidente renunciar. E quem tá lhe falando é quem tava dentro do gabinete", disse Marun na sessão da CPI do dia 18 de outubro, quando a comissão ouviu o depoimento do advogado e delator da JBS, Francisco de Assis e Silva.

— Lamento que tenha havido esse vazamento. Vou pedir providências sobre isso. Isso tem que ser investigado, vou entrar em contato com a polícia legislativa — disse.

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