RIO. O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) negou que tenha recebido propina da Odebrecht ou dinheiro por meio de caixa dois para suas campanhas eleitorais. Ele afirmou ainda que, se o objetivo da empreiteira ao fazer doações era obter facilidades nas obras da Olimpíada de 2016, não conseguiu.
-- As pessoas ajudam na campanha por algum interesse, pode ser republicano, não necessariamente é propina, mas em geral tem algum interesse. Ninguém ajuda a campanha de ninguém, imagino eu, só por amor à pátria. Agora interesse não significa necessariamente uma contrapartida objetiva, uma picaretagem -- disse Paes.
O ex-prefeito afirmou que todas as doações eleitorais recebidas por ele foram declaradas à Justiça Eleitoral, mas ressaltou que “80%” de sua campanha de 2012 foi financiada pelo PMDB nacional e, naquela época, não havia identificação do doador original. Paes disse ainda que nunca teve conta no exterior
Em nota divulgada por sua assessoria, o ex-prefeito afirma ainda que é “absurda” e “mentirosa” a acusação de que teria recebido vantagens indevidas por obras relacionadas aos Jogos Olímpicos.
Ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior declarou em delação premiada, segundo documentos divulgados pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, que o grupo empresarial repassou R$ 16 milhões a Eduardo Paes, “ante seu interesse na facilitação de contratos relativos às Olimpíadas de 2016”.

