Apesar de isentar uma série de produtos como suco de laranja e aeronaves civis, a tarifa de 50% imposta por Donald Trump a bens brasileiros, oficializada hoje por decreto, deve impactar diretamente importantes setores exportadores do país. A medida, que adiciona 40 pontos percentuais à alíquota anterior, entra em vigor em 6 de agosto.
Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China. Embora petróleo, carne e café liderem a lista de vendas aos EUA, alguns dos itens mais comercializados, e que agora não serão isentos, incluem:
Café : O Brasil, maior exportador mundial de café, tem nos EUA um mercado tradicional. Em 2024, as exportações para lá somaram quase US$ 2 bilhões. A nova tarifa deve apertar as margens do setor e encarecer o produto para o consumidor americano, segundo especialistas.
Carne Bovina : Os EUA são o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, movimentando US$ 1,6 bilhão em 2024. Empresas como Minerva preveem redução de até 5% na receita líquida. Embora JBS e Marfrig possam mitigar efeitos por terem operações nos EUA, o cenário é desafiador devido à alta do preço da carne nos EUA.
Frutas : O setor de frutas, que exportou mais de 1 milhão de toneladas em 2023, também será severamente afetado. Volumes significativos de manga (36,8 mil toneladas), frutas processadas como açaí (18,8 mil toneladas), uva (13,8 mil toneladas) e outras frutas estão em risco.

