BRASÍLIA - Em passagem por Brasília, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira que não sabia o motivo das prisões dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, e que numa democracia todos têm o direito de se defender. Segundo ele, o que acontece no Rio é fruto de um processo que ocorre em todo o Brasil. Pezão foi vice do ex-governador Sergio Cabral, que também está preso. Ele próprio é acusado de receber mais de R$ 20 milhões de caixa 2 na campanha de 2014
— Na democracia, cada um, dentro do seu fórum competente, tem que se defender. Acho que o país todo está passando por esse processo. Claro que no Rio está mais acentuado, mas é da democracia. O país vai ser outro em 2018 — disse, emendando um pouco depois, quando a pergunta sobre o casal Garotinho voltou a ser feita:
— Nem sei por que que ele foi preso, não tive acesso nenhum. Acho que todos os que estão presos têm direito a se defender — evitando em falar sobre as prisões, no âmbito da operação Caixa D'água na manhã de hoje.
Pezão participou de um almoço com o presidente Michel Temer para discutir a reforma da Previdência. Além dele, participaram outros 17 governadores e o relator da matéria na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), e o ministro da fazenda, Henrique Meirelles. No encontro, segundo o governador fluminense, Temer pediu para que os governadores convençam suas bancadas a apoiar a proposta.
— Se a reforma da Previdência não acontecer com o presidente Michel Temer, que conhece esta casa como ninguém, dificilmente ela vai acontecer tão cedo. Poucos têm essa possibilidade. A reforma da Previdência ajuda a todo o país, principalmente os estados e municípios, que estão todos quebrados por conta de suas previdências — afirmou Pezão, ao chegar à Câmara dos Deputados.

