Início Brasil Oito deputados estaduais foram gravados recebendo propina em MT, diz Silval Barbosa
Brasil

Oito deputados estaduais foram gravados recebendo propina em MT, diz Silval Barbosa

Envie
Envie

BRASÍLIA. Em delação premiada, o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa contou que seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Correa, gravou a entrega de dinheiro para ao menos oito aliados que eram deputados estaduais entre 2012 e 2013. Na lista dos filmados, estão o atual deputado federal Ezequiel Fonseca (PP-MT) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB).

Segundo Silval, os recursos foram desviados do programa MT Integrado, de pavimentação de rodovias no interior do estado. As construtoras pagavam de 3% a 4% dos valores que recebiam a título de "retorno", que era repassado aos deputados. O acordo foi pagar R$ 600 mil para cada parlamentar em 12 parcelas. Em troca, eles aprovariam as contas do Poder Executivo e não criariam dificuldades para a continuidade das obras da Copa do Mundo no estado.

A decisão de Silvio Cezar Correa de instalar uma câmera no gabinete para filmar os deputados recebendo dinheiro ocorreu, segundo Silval, por conta das "cobranças insistentes" em relação a atrasos nos pagamentos. Silval deu o nome dos oito deputados que aparecem nas imagens recebendo dinheiro e acrescentou que outros dois, Baiano Filho e Gilmar Fabris, estão no vídeo, mas não pegaram a propina naquele exato momento.

Silval também detalhou o nome das 15 construtoras que pagavam o "retorno" que garantia a propina dos deputados estaduais. Ele disse que fez o primeiro contato com as empresas, pedindo ajuda para quitar dívidas de campanhas. Depois, indicou pessoas de confiança para receber os recursos e fazer a distribuição, entre eles o seu então chefe de gabinete, Correa, que fez as gravações.

Uma primeira proposta de Silval era repassar a gestão de R$ 400 milhões do programa MT Integrado, que tinha orçamento estimado de R$ 1,5 bilhão, para que os parlamentares tratassem diretamente com as empresas. Mas os deputados não aceitaram. Cada um pediu R$ 1 milhão em troca de apoio ao governo, segundo Silval, que conseguiu fechar em R$ 600 mil.

Siga-nos no

Google News