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Okamoto nega troca de favores com OAS para manutenção de acervo da Presidência

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SÃO PAULO - O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, afirmou nesta quinta-feira que a construtora OAS não recebeu nenhum tipo de benefício em troca do dinheiro gasto com a manutenção do acervo presidencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Okamoto é acusado de lavagem de dinheiro na Lava-Jato e foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro como réu em um processo que apura se a empresa pagou R$ 1,3 milhão para guardar os objetos em troca de algum tipo de favorecimento do petista.

Nessa mesma ação, Lula é acusado de ter recebido da empreiteira um tríplex no Guarujá, interior de São Paulo. O ex-presidente nega ter tido a propriedade do apartamento. Ao final do depoimento, Okamoto disse que o dinheiro pago pela OAS com o acervo presidencial foi uma doação de interesse cultural.

— Acho que ficou claro que o apoio que a OAS deu foi eminentemente cultural. Não teve troca de coisa nenhuma — afirmou o presidente do Instituto Lula.

Ao dar suas declarações finais, Okamoto lembrou que Lula já chamou de “tralha” os objetos que recebeu durante os oito anos em que esteve no Planalto. Para Okamoto, isso foi uma brincadeira:

— O presidente brinca de vez em quanto que é uma tralha. Não é uma tralha. As pessoas que escreveram aquelas cartas, as pessoas que fizeram aquelas obras, aquelas honrarias, gastaram muitas vezes dias, semanas com a esperança que alguém desse importância para aquilo. É importante cultivar isso no Brasil. Temos desapreço pelas autoridades.

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