O Conselho de Direitos Humanos da ONU decidiu nesta sexta-feira (27) criar em caráter de urgência uma "missão internacional independente" para investigar as supostas violações dos direitos humanos, incluindo execuções extrajudiciais e torturas, cometidas na Venezuela desde 2014.
Segundo um site de notícias do Globo, uma resolução, proposta fundamentalmente por vários países do Grupo de Lima (composto por uma dezena de países latino-americanos e o Canadá) e apoiada pela União Europeia, foi aprovada no Conselho em Genebra por 19 votos a favor, sete contra e 21 abstenções.
Após visita da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, a agência para Direitos Humanos da ONU pediu para que o governo de Nicolás Maduro pare com as graves violações de direitos no país.
O documento divulgado na época denuncia que, especialmente a partir de 2016, o regime de Maduro e suas instituições colocaram em marcha uma estratégia para neutralizar, reprimir e criminalizar a oposição política e os críticos do governo.
O informe foi redigido depois de 558 entrevistas na Venezuela e em outros oito países com vítimas e testemunhas de violações de direitos humanos e atingidos pela situação econômica. As entrevistas foram realizadas entre janeiro de 2018 e maio de 2019.
União Europeia
Nesta sexta, a União Europeia anunciou sanções a sete membros das forças de segurança da Venezuela por torturas e pela morte do militar Rafael Acosta e está disposta a adotar mais medidas para fomentar uma "transição negociada" no país latino-americano.

