O Ministério Público do Estado da Paraíba (MP-PB) está investigando o padre Egídio de Carvalho Neto, de 56 anos, que é suspeito de desviar recursos do hospital Padre Zé, em João Pessoa. O dinheiro desviado teria sido usado para comprar imóveis e carros de luxo e pagar viagens, conforme o colunista Carlos Madeiro do site UOL.
Egídio era diretor-presidente da unidade hospitalar e foi afastado do cargo. Um processo canônico está em andamento e pode resultar na expulsão da Igreja Católica.
No dia 5 de outubro, o MP-PB realizou a operação Indignus e foram a imóveis de luxo que teriam sido adquiridos com dinheiro desviado do hospital. Desde o mês passado, 12 pessoas que fazem parte da direção da unidade foram afastadas das funções pelo padre.
De acordo com o Ministério Público, o padre também é suspeito de ter tomado empréstimos de R$ 13 milhões sem explicação e deixado uma dívida de R$ 3 milhões.
O caso está sendo investigado como organização criminosa, lavagem de capitais, peculato e falsificação de documentos públicos e privados e está em segredo de justiça.
A defesa do padre ainda não se manifestou sobre o caso.

