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Para ministro da Defesa, pelotões especiais não deixam fronteira brasileira totalmente desprotegida

BRASÍLIA — O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirma que a baixa cobertura do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) não significa que o restante da fronteira esteja integralmente desguarnecido. Ele cita os pelotões especiais, que ficam nos limites terrestres mais avançados do país, com a retaguarda de batalhões e brigadas. São, segundo ele, 35 mil homens nessas bases em toda a faixa brasileira de fronteira.

Jungmann lembra também que há nessas áreas outros órgãos governamentais, como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ibama. Mas reconhece que é preciso avançar no monitoramento:

— Evidentemente que você tem uma tarefa muito ampla, que é cuidar da fronteira, que é a terceira maior do mundo. Ninguém consegue visualizar o que são quase 17 mil quilômetros. É pegar um avião em linha reta de São Paulo, atravessar o Atlântico Sul, o sul da África, passar pelo Oceano Índico, pela Malásia e chegar ao Japão.

Com os massacres registrados na primeira semana do ano em presídios do Amazonas e de Roraima, totalizando 97 mortes, governadores e secretários de estados da Região Norte passaram a pressionar o governo federal por vigilância adequada nas fronteiras da região.

A área de fronteira amazônica, por onde passam afluentes do Rio Solimões, é apontada como uma faixa de disputa entre a facção Família do Norte e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os dois grupos entraram em confronto no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

Jungmann aposta em acordos de cooperação assinados no ano passado com países do Cone Sul para trabalhar na inteligência contra os crimes transnacionais. Além disso, defende reformulações na Operação Ágata, que é feita há cerca de nove anos na área de fronteira.

— Inteligência não é física, mas é o mais importante, porque permite saber onde está o comando do crime para atuar cirurgicamente. E neste trimestre, já começaremos a Operação Ágata, comandada pelo Exército, de outra forma. Será contínua, mas com operações curtas e de surpresa. O modelo antigo, com intervenções de longa duração, criou uma previsibilidade. ()

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