Nesta segunda-feira (15), a Polícia Federal iniciará a perícia no barco encontrado à deriva com corpos a bordo. No domingo (14), a embarcação foi trazida do mar para a terra firme.
A perícia deve identificar o número de vítimas e a origem do incidente. Tanto o barco quanto os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Bragança, no Pará, e depois passarão pelo processo de Identificação de Vítimas de Desastres (DVI - Disaster Victim Identification).
O procedimento de DVI segue protocolos internacionais, semelhantes aos utilizados em casos como a tragédia de Brumadinho em 2019, acidentes aéreos e desastres naturais. Ele vai permitir a identificação precisa e legal das vítimas, mesmo em estágios avançados de decomposição, utilizando amostras de DNA, características físicas, impressões digitais, registros odontológicos e objetos pessoais.
O trabalho pericial seguirá quatro fases de coleta: dados antemortem (informações sobre as vítimas antes do desastre), dados postmortem (obtidos dos corpos das vítimas), local do desastre e fase de comparação. Isso possibilita que os corpos sejam posteriormente entregues às famílias.
A princípio, a suspeita é que as vítimas sejam estrangeiras, mas a confirmação aguarda os resultados da perícia.
No sábado (13), pescadores encontraram o barco à deriva no mar, próximo a uma ilha na costa de Bragança. O reboque da embarcação foi acompanhado por uma aeronave e barcos, exigindo cuidado especial devido à presença de bancos de areia na área e ao estado avançado de decomposição dos corpos.
Tanto a PF como o Ministério Público Federal (MPF) investigam o caso.

