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Petistas criticam operação contra Haddad no dia em que PT abre Congresso

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BRASÍLIA - Integrantes do PT criticaram, nesta quinta-feira, a realização de uma operação da Polícia Federal no dia em que o partido inicia seu 6º Congresso. A Operação Cifra Oculta apura crimes eleitorais e lavagem de dinheiro relacionados à campanha Haddad para prefeitura municipal de São Paulo em 2012.

— Em todo evento importante do PT tem que ter uma operação. Isso já está manjado — disse o ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP) Luiz Marinho, eleito presidente do PT de São Paulo.

Em fevereiro de 2015, o então tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi levado para depor coercitivamente no dia em que o partido realizava um evento, em Belo Horizonte, para comemorar os 35 anos da sigla.

Luiz Marinho também criticou as delações premiadas, um dos principais instrumentos da Operação Lava-Jato:

— O empresariado, para construir a narrativa da Lava-Jato, está transformando tudo em propina, o que não é real.

Ex-secretário de Relações Institucionais da gestão Haddad, José Américo Dias defendeu a lisura da campanha do ex-prefeito e também ironizou a coincidência de datas:

— É congresso do PT. Amanhã provavelmente vai ter outra operação.

Esse também foi o tom do deputado Paulo Teixeira (PT-SP):

— O Ministério Público deve acompanhar o calendário do PT. Em todo encontro eles organizam uma operação como essa. Parece que o objetivo é mostrar o desapreço ao PT.

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