Início Brasil PGR defende que Picciani fique preso por comandar esquema de corrupção na Alerj
Brasil

PGR defende que Picciani fique preso por comandar esquema de corrupção na Alerj

Envie
Envie

BRASÍLIA - A Procuradoria-Geral da República () enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal () defendendo a rejeição do habeas corpus para , ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) preso na Operação , desdobramento da Lava-Jato no Rio.

Picciani é acusado de receber propina da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) entre 2010 e março de 2017. A investigação aponta que o ex-presidente da Alerj foi o destinatário de R$ 77,2 milhões.

No parecer, a PGR justifica que “os fatos apurados evidenciam um monumental esquema de corrupção, que teve início nos anos 90 e perdurou até o ano de 2017”.

“Trata-se de esquema consolidado no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sob o comando do paciente e dos demais parlamentares envolvidos, sendo necessária a prisão não somente para fazer cessar a prática delitiva como também para permitir que as investigações transcorram sem os percalços que ocorreriam com a liberdade dos investigados”, diz o parecer assinado pela subprocuradora-geral, Cláudia Sampaio Marques, do dia 11 de janeiro.

Deputados estaduais, empresários e intermediários são acusados de manter uma caixinha de propina destinada à compra de decisões na Alerj para o setor de transportes. O esquema, concluíram os investigadores, teria começado nos anos 1990, por Sérgio Cabral, e depois passou a ser comandado pelo presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani, por seu antecessor, deputado Paulo Melo, e pelo líder do governo Edson Albertassi, caciques do PMDB fluminense. Melo e Albertassi também estão presos.

A PGR defende que o caso deve ser julgado Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a prisão de Picciani. “A decisão que decretou a custódia cautelar do paciente está fundamentada, não havendo situação de constrangimento ilegal que autorize a atuação prematura dessa Suprema Corte, em detrimento da competência constitucional do Superior Tribunal de Justiça.”

Para a defesa de Picciani, a prisão é desnecessária, pois “não há nenhum dado concreto, senão meras conjecturas ou precipitados e inapropriados juízos de valor”.

Após a primeira prisão, a Alerj mandou soltar Picciani. A segunda prisão, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), seria, na avaliação da defesa, uma forma de passar por cima da determinação da Alerj. Em novembro, o ministro Felix Fischer, do STJ,. A praxe no STF é que o habeas corpus seja analisado apenas quando os recursos possíveis no STJ estão esgotados, o que ainda não ocorreu.

O ministro , pedido de liberdade de Paulo Mello.

Siga-nos no

Google News