RIO - Já estão fechadas as ruas Joaquim Palhares e João Paulo I, no Estácio, onde, às 22h, vai acontecer a reprodução simulada do crime que matou a vereadora Marielle Franco (PSOL), e seu motorista, Anderson Gomes. Militares do Exército montaram um cerco na região, que foi isolada com plástico preto de quatro metros de altura. Um veículo modelo Gol, com características semelhantes ao que estavam as vítimas, será utilizado na ação. O carro já está no local.
Peritos da Divisão de Homicídios já estão no local. A imprensa está a cerca de 30 metros de distância de onde ocorrerá a simulacao, atrás de um plástico que impede a visão. O chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, vai acompanhar a ação.
Os investigadores vão reproduzir o percurso feito por Marielle, desde a chegada dela à Casa das Pretas, na Lapa, até o local onde foi morta. A reconstituição será realizada por peritos criminais, sob a coordenação de delegados.
A data para a reprodução está agendada desde o fim de abril. Na ocasião, o secretário de Segurança Pública do Estado, general Richard Nunes, atribuiu a demora à complexidade do trabalho, que vai incluir disparos reais de arma de fogo, efetuados numa via pública. As condições meteorológicas também são levadas em conta, uma vez que devem ser similares às do dia do crime.
O modelo da arma e o ângulo de onde partiram os tiros serão analisados pela polícia. Durante a reprodução, até a habilidade do atirador será apurada, com o objetivo de identificar seu nível de experiência.

