SÃO PAULO E BRASÍLIA - Os nove presos da que estão detidos na sede da Polícia Federal, em São Paulo, voltarão a ser ouvidos neste sábado. Os novos depoimentos foram determinados pela procuradora-geral , que solicitou a presença de integrantes da nas oitivas. A maioria delas aconteceu na quinta-feira, quando a operação foi deflagrada. Como os integrantes da Procuradoria só chegaram a São Paulo no final do dia, não participaram dos depoimentos dos presos que foram colhidos pela PF.
Entre os nomes que estão previstos para ser ouvidos novamente estão o advogado e amigo do presidente Michel Temer José Yunes e o ex-assessor do ex-ministro Wagner Rossi, Milton Hortolan.
Também estão presos o Coronel João Baptista Lima, Antonio Celso Grecco, Wagner Rossi, Eduardo Luiz de Brito Neves, Maria Eloisa Adenshon Brito Neves, Carlos Alberto Costa e Carlos Alberto Costa Filho.
Com os novos depoimentos os investigadores querem identificar possíveis contradições nos depoimentos já dados entre quinta e sexta-feira.
Por volta das 10h30, o advogado Rodrigo Dall'Acqua, da defesa de Yunes, chegou à sede da PF com uma pequena sacola para "entregar remédios e itens de higiene pessoal" a seu cliente. Dall'Acqua, que veio ontem ao mesmo local pelo mesmo motivo, disse que ainda não tinha conseguido contato com Yunes. Até o meio-dia não tinha deixado a sede da PF.
O advogado de Lima, Cristiano Benzota, chegou perto das 11 horas, com uma mala, alegando a entrega de roupa de cama. Segundo ele, o quadro de saúde de Lima segue delicado e os remédios já estão com ele na cela de 10 metros quadrados, que fica no terceiro andar do prédio da PF. Benzota disse que "com certeza" Lima não fala hoje e que uma nova data "vai depender da PF".
— Ele só vai falar quando reunir condições de saúde e psicológicas para tanto — afirmou o advogado.
Ele deixou a PF perto do meio-dia.

