BRASÍLIA - Após reunião com a bancada do PSDB no Senado para discutir as mudanças da reforma política votadas na Câmara, o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) avisou que não pautará, no Senado, a votação da criação do fundo eleitoral se não vier em uma “cesta” acompanhado de mudanças no sistema eleitoral: voto distrital misto se possível já para 2018 ou 2020, fim das coligações proporcionais e cláusulas de barreira.
— O fundo pelo fundo eu não tenho condições de pautar. Se o fundo for inevitável, tem que vir dentro de uma cesta. A contrapartida é o voto distrital misto para 2018 se possível, o fim das coligações proporcionais, a cláusula de barreira. E os recursos para esse fundo não podem sair da saúde e educação, tudo que não seja dinheiro novo. Pode tirar um pouco dos recursos das fundações partidárias, que ficam com 20% para os partidos, do fundo partidário para as campanhas majoritárias . Se o fundo não passar? Não sei o que acontece— disse Eunício.
O presidente interino do PSDB, Tasso Jereissatti, também cobrou mudanças profundas no sistema eleitoral para que o partido apoie a criação do fundão. Ele pediu ao presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR) uma nova rodada de negociações entre os presidentes do partidos para ver se se chega a um consenso sobre pontos mínimos da reforma, pois do jeito que está “não tem consenso sobre nada em lugar nenhum”.
_ O fundão do jeito que está é complicado , não pauta no Senado. Como votar na mesma época que estão discutindo corte em salários de trabalhador para recompor a meta fiscal, vamos votar colocar dinheiro sem origem para nossa eleição? E a distribuição desses recursos do Fundão também não está clara. Não existe consenso sobre assunto nenhum e não é só no PSDB. É aqui, na Câmara, nos partidos, não tem consenso sobre nada _ disse Tasso.
Ele defendeu a aprovação de uma pauta mínima com adoção de cláusulas de barreira já, fim do voto proporcional e distritão só com transição para distrital misto já para 2020, para eleição de vereadores.

