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'Problema de quorum não é nosso', diz Padilha sobre votação da denúncia contra Temer

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BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou que o governo tenha sido derrotado com a votação em plenário só em agosto da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Nesta quinta-feira, Padilha tentou jogar para a oposição o "problema" do calendário e prometeu uma "vitória magistral" do Palácio do Planalto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

— O problema de quorum não é nosso. Nós não queremos receber a denúncia. Quem tem que colocar quórum é quem quer receber a denúncia. Vamos ter uma vitória magistral na CCJ — declarou o ministro após mais um evento de tentativa de agenda positiva no Palácio do Planalto, com realocação de R$ 1,7 bilhão na Saúde.

— Pode ser agora, pode ser agosto — minimizou Padilha, que também disse que a decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, só abrir a votação em plenário com 342 votos não é "problema" do governo, que deve se "resignar".

O objetivo do Palácio do Planalto era enterrar a denúncia por corrupção passiva contra Temer o quanto antes, mas a votação no plenário da Câmara deve ficar só para agosto, como já admitem integrantes do governo. Isso porque esta semana é a última de trabalhos no Congresso Nacional, o que jogaria a apreciação da matéria para depois do recesso, só no mês que vem.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, adotou discurso semelhante ao de Padilha, logo após a cerimônia. Sua sigla, o PP, fechou questão a favor de Temer na Câmara. Por meio desse instrumento, a legenda pode punir parlamentares rebeldes, inclusive com expulsão do partido.

— Eu sou um soldado do presidente. Ele é que me nomeia e que me exonera. Estou à disposição como membro do PP, que fechou questão a favor de rejeitar essa denúncia para poder cumprir meu papel. Se a oposição deseja tanto afastar o presidente, que compareça em plenário hoje à noite ou amanhã, a hora que for, para fazer a votação da matéria. A responsabilidade agora de apresentar quorum é da oposição — disse Barros.

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