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Problema penitenciário não se resolve com mágica, diz ministro da Justiça

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BRASÍLIA — Ao detalhar nesta sexta-feira o Plano Nacional de Segurança, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que o problema do sistema penitenciário no Brasil não vem de hoje e que não será resolvido num passe de mágica. Ele ainda não comentou a segunda chacina em presídios em menos de uma semana, desta vez em Roraima. Mas diferentemente do presidente Michel Temer, que classificou o massacre em Manaus de "acidente pavoroso", Moraes chamou a matança que deixou 56 corpos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim de "barbárie".

— O sistema penitenciário não é ruim de agora. E não se resolve num passe de magica — disse.

Ele voltou a dizer que no Brasil se prende muito e se prende mal, e defendeu que quem "mereça" fique mais tempo na prisão, enquanto que medidas mais brandas sejam disponibilizadas para os que praticaram crimes brandos, como por exemplo as mulheres usadas por maridos e filhos presos para levar drogas aos presídios. Ele citou que o crime que mais amedronta a sociedade é o roubo a mão armada e advogou que esse bandido deveria cumprir no mínimo metade da pena na cadeia.

— Por que não deixar mais tempo quem merece e tirar quem não precisa estar? É prender com qualidade. Não é um concurso para ver quem prende mais — disse, completando em seguida:

— A gente continua com a lógica burra de oferecer soldados e soldadas ao crime organizado — disse.

Ele afirmou que nos próximos seis meses serão informatizados todos os dados sobre os presídios, as informações pessoais dos presos e os processos criminais deles para que a partir desses dados seja feita a separação dos detentos por periculosidade e até a concessão de benefícios como o indulto do Natal.

— Vamos tentar algo diferente, vamos ousar — pregou.

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