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Procurador que foi preso chama Janot de ‘arqueiro inconsequente’

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BRASÍLIA- O procurador , que chegou a ser preso com base na , chamou o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de "arqueiro inconsequente" e o acusou de "falsear a verdade" ao fundamentar seu pedido de prisão. Ele presta depoimento à nesta terça-feira.

Villela foi preso em maio acusado de repassar informações sigilosas para o grupo empresarial em troca de uma promessa de mesada de R$ 50 mil. O procurador ressaltou que, como responde a processo em sigilo judicial, não poderá responder a algumas das perguntas dos parlamentares. A CPI ainda vai decidir se fechará parte da reunião para tratar destes temas.

— Não tenho qualquer compromisso em esconder nada, a não ser fatos condizentes que tenha segredo de justiça, embora não tenha mais um arqueiro inconsequente, eu tenho dever de lealdade a instituição, não vou falar matérias sensíveis segredo de justiça para ser processado mais uma violação de sigilo — disse Villela.

Ele acusou Janot de "falsear a verdade" por tê-lo tratado como um procurador infiltrado pela empresa nas investigações. Ele detalhou como foi sua entrada na força-tarefa na Operação Greenfield e nas apurações sobre o grupo de Joesley. Ele destacou ter sido convidado e designado para atuar no caso, negando ter partido dele qualquer pedido. Ressaltou que após ser designado ele tinha autonomia para atuar, não devendo submeter todos seus atos ao coordenador da Greenfield, Anselmo Lopes.

— Houve uma tentativa do ex-procurador-geral da República de falsear a verdade — afirmou.

Villela atribui a sua prisão porque dentro da PGR passou a ser visto como apoiador de Raquel Dodge para substituir Janot.

— Não tenho dúvida que o calvário a que fui submetido tem a ver com relação de proximidade que me foi imputada junto a ela (Raquel Dodge) — disse o procurador.

— Quero deixar claro que eu não pedi, não solicitei em nenhum momento para entrar na força-tarefa da Greenfield e muito menos para atuar na Eldorado — destacou.

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