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Promotor que investigou Maluf diz que ‘Papai Noel existe’, ao comentar decisão de Fachin

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SÃO PAULO - O promotor do Ministério Público de São Paulo, José Carlos Blat, um dos responsáveis pelas investigações sobre o ex-prefeito Paulo Maluf, disse nesta terça-feira que "Papai Noel existe", ao comemorar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, que determinou o cumprimento da pena de sete anos, 9 meses e 10 dias a que foi condenado o deputado federal pelo PP.

— Me sinto surpreso, embora já esperasse por tal decisão do ministro Fachin. Posso dizer que é um duro golpe na corrupção no Brasil e posso dizer que Papai Noel existe porque foi um grande presente, não ao Ministério Público, mas para toda a sociedade brasileira porque se tratava de um exemplo extremamente negativo, em que tudo era possível e nada tinha uma efetiva punição — afirmou Blat.

Outro promotor do MP, Sílvio Marques, que também se debruçou sobre o caso nos últimos 15 anos, disse que a decisão de Fachin acaba com a máxima de que Maluf jamais seria preso por causa de sua "importância política". Segundo ele, há provas contundentes de que o deputado desviou US$ 400 milhões quando era prefeito da capital paulista.

— É uma decisão histórica que acaba com aquela velha ideia de que o ex-prefeito jamais seria preso, dada a sua importância política. É uma decisão, posso dizer, que nós já esperávamos por conta da clareza do acordão do Supremo Tribunal Federal e das provas que nós produzimos aqui na promotoria, e foram encaminhadas para a área criminal e para outros países. Nós temos provas claras de que o ex-prefeito desviou US$ 400 milhões aproximadamente e isso hoje é cerca de US$ 1 bilhão em valores atualizados. Foi uma pena absolutamente merecida pra quem não se importou com o contribuinte e resolveu enriquecer com o dinheiro público — concluiu o promotor.

Sílvio Marques assinou a decisão que manteve Maluf preso por pouco mais de um mês, em 2005.

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