BRASÍLIA - A bancada do PSD na Câmara oficializou, nesta terça-feira, o apoio do partido à reeleição do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A nota, divulgada nesta tarde e assinada pelo novo líder da legenda, deputado Marcos Montes (MG), diz que a carta que Rogério Rosso (DF) enviou à bancada liberando os deputados, na semana passada, foi um sinal de "desprendimento" do parlamentar. E que, desde então, se intensificaram as articulações no PSD pelo apoio a Maia. O líder afirma ainda que esse apoio se consolidou no início desta semana, em um almoço que a bancada teve com o presidente na residência oficial, em Brasília.
"Pesou na decisão uma ampla e profunda variedade de motivos, entre eles, o reconhecimento de que a atuação de Rodrigo Maia no comando da Câmara tem sido de extrema importância para o projeto do governo federal de tirar o País da sua pior crise econômica – que tanto sofrimento tem provocado ao povo brasileiro. O PSD, apoiador deste projeto, se sente à vontade, portanto, para respaldar um novo mandato do atual presidente da Câmara", diz a nota.
Candidato do partido na disputa, mas isolado dentro da legenda - já que o próprio presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, articulou o apoio a Maia -, Rogério Rosso (DF) ainda não soube oficialmente da decisão porque está viajando. O novo líder do PSD, deputado Marcos Montes (MG), não conseguiu falar com Rosso, mas enviou a nota da bancada a ele por WhatsApp e também por email. O deputado tem reclamado do abandono dos correligionários, o que acabou inviabilizando a manutenção de sua candidatura. Ele deve anunciar na manhã desta quarta-feira, em Brasília, a retirada de seu nome e o apoio a Jovair Arantes (PTB-GO).
O apoio a Rodrigo Maia foi selado oficialmente nesta terça em Uberaba, Minas Gerais, num encontro entre Montes e o presidente da Casa. Em troca, o PSD pleiteia um espaço na Mesa Diretora da Câmara - quer a Terceira ou Quarta secretarias - e também reivindica maior presença em relatorias relevantes para 2017, entre elas a da reforma tributária ou a do orçamento de 2018. O atual presidente da Câmara já reúne em torno de si alguns dos principais partidos da Casa, como o PSB, PMDB, PSDB, DEM, PR, PCdoB e boa parte do PT, que deve marchar a se

