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PT tenta evitar isolamento após acusações de Palocci

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SÃO PAULO. Depois de partidos aliados, como o PCdoB, emitirem sinais de que cogitam um plano B para a eleição presidencial do próximo ano, o PT decidiu abrir diálogo com legendas de esquerda para evitar o isolamento. A presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), revelou nesta quinta-feira que procurou o próprio PCdoB, o PDT e até o PSOL para marcar reuniões.

Após o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci no último dia 6, o PCdoB passou a discutir internamente um caminho a seguir nas eleições de 2018 se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não concorrer. A legenda descarta apoiar um outro nome do PT, que venha a substituir Lula, e tem no horizontes dois caminhos: lançar um nome próprio ou apoiar Ciro Gomes (PDT).

-- Eu conversei com o PCdoB, temos reunião marcada e não tem nenhuma discussão sobre alternativa a Lula - disse Gleisi.

Na semana passada, Ciro, ex-ministro do governo Lula, afirmou que o petista "insulta a inteligência do povo".

- A gente já conhece a personalidade do ex-ministro Ciro Gomes. Ele sempre falavas coisas muito no quente, muito reativo - minimizou a presidente do PT.

Gleisi acrescentou que as conversas não visam necessariamente a busca de apoio para a eleição presidencial.

- Fiz um convite de conversa para o PSOL, independentemente de manutenção de candidatura deles. Nós temos que conversar. Quem sabe de um processo de conversa, nós conseguimos ter uma ação conjunta, seja de uma base programática, seja de uma candidatura.

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