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Reforma tributária deve ser votada após eleições municipais, diz Pacheco

Reforma tributária deve ser votada após eleições municipais, diz Pacheco
Reforma tributária deve ser votada após eleições municipais, diz Pacheco

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou nesta terça-feira (6) que o projeto de lei complementar da reforma tributária deve ser votado após as eleições municipais, que ocorrerão em outubro.

De acordo com Pacheco, a Casa deve despachar o PL para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, cuja relatoria é do senador Eduardo Braga (MDB-AM).

"Acredito na sua apreciação tanto na CCJ quanto no plenário após as eleições municipais. Evidentemente que vamos começar o trabalho desde já. Se eventualmente for possível votar antes, melhor. O que não podemos é votar de forma açodada, temos que apreciar esse tema, que é o mais relevante nacional neste instante", disse o presidente da Casa.

A previsão é fazer a leitura nesta semana e discutir com o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da CCJ, para que se inicie a apreciação na comissão.

A fala de Pacheco vem às vésperas da retomada de atividades no Senado, com o fim do recesso dos parlamentares.

O presidente da Casa informou que o objetivo é que as sessões sejam feitas de modo presencial, mas que vai avaliar a necessidade de algumas serem feitas de modo remoto, com a aproximação do período eleitoral, quando as atividades parlamentares fora de Brasília se intensificam.

Além da reforma, a desoneração da folha de pagamentos em 2024, a dívida dos estados e a inteligência artificial estão entre os temas principais em pauta neste segundo semestre na Casa, conforme o presidente.

Pacheco reforçou que a desoneração continuará na pauta do Senado e que a dúvida, no momento, é apenas em relação à fonte da compensação.

"Tivemos uma reunião hoje, com o ministro Alexandre Padilha e com os líderes do governo Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, e evoluímos bem na compreensão de que tudo que nós pudermos fazer para evitar o aumento de impostos como fonte de compensação, vamos tentar fazer. Foi uma reunião produtiva, espero que nas próximas semanas isso já esteja como solucionado", disse ele.

Anteriormente, o Ministério da Fazenda afirmou que as alternativas apresentadas pelo Congresso são insuficientes. Para Pacheco, descartá-las e considerar apenas o aumento de imposto, parece uma "vontade de aumentar o imposto e não solucionar o problema".

Entre os grupos beneficiados com a desoneração está o de comunicação, no qual se insere o Grupo Folha, empresa que edita a Folha de S.Paulo. Também são contemplados os segmentos de calçados, call center, confecção e vestuário, construção civil, entre outros.

Nesta quarta-feira (6), Pacheco irá se reunir com governadores para discutir a questão da dívida. A intenção do presidente é votar o tema na próxima semana. O projeto prevê a renegociação da dívida dos estados com a União que reverte parte dos juros economizados em investimentos nos próprios estados.

"Finalizado o recesso temos que restabelecer o diálogo entre o Ministério da Fazenda e os parlamentares para que cheguemos à compreensão do que é o numero exato da desoneração e a compensação se ela será suficiente ou não", disse.

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