BRASÍLIA - O ministro apresentou seu relatório no (TSE) pela declaração de inelegibilidade da ex-governadora por atos relativos a sua campanha à reeleição à prefeitura de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. A votação foi suspensa por pedido de vistas do ministro .
Rosinha Garotinho é acusada de irregularidades no uso de veículos de comunicação da prefeitura, na publicação de matérias favoráveis a ela em jornais locais com os quais tinha relação e por medidas administrativas como pintar da cor rosa os semáforos do município. Benjamin entendeu que o conjunto das irregularidades justifica uma decisão de cassação de seu diploma e declaração de inelegibilidade. Como ela deixou o cargo em dezembro de 2016, a cassação do diploma não tem efeito prático, mas uma declaração de inelegibilidade a afastaria dos próximos pleitos por oito anos.
— Parece inacreditável que nos dias de hoje e , sobretudo, nós temos candidatos experientes e que tem longa história de trabalho no exercício de cargos públicos, ainda ocorrerem eventos desta natureza — afirmou Benjamin em seu voto.
Ao pedir vistas, Napoleão criticou a declaração de inelegibilidade pelo "conjunto da obra" e afirmou que a decisão do colega parece estar sendo tomada pelo fato de Rosinha Garotinha ser o alvo do processo e não pelas condutas dela.
— As ilicitizações das condutas parece que estão sendo tomadas pelo conjunto da obra, pelo que a pessoa é e não pelo que a pessoa faz — afirmou Napoleão.
Com as vistas, o julgamento foi suspenso e não há data para a conclusão.

