SÃO PAULO - Internado com problemas pulmonares, o ex-médico Roger Abdelmassih, de 74 anos e condenado a 181 de prisão por estuprar pacientes, não tem ainda uma previsão de alta. Além disso, a família precisa adaptar o apartamento onde ficará e contratar equipe de cuidadores para recebê-lo. Nesta quarta-feira, devido ao seu estado de saúde, mas determinou que ele use tornozeleira eletrônica e volte para a Penitenciária 2, em Tremembé, interior paulista, ao apresentar melhoras no quadro de saúde. A defesa dele vai recorrer nesta sexta-feira.
— Ele foi diagnosticado com grau quatro de insuficiência cardíaca e ainda pegou uma superbactéria no hospital, sendo tratado com antibióticos de última geração. Não há condições de ser liberado agora para ir para casa — apontou o advogado Antônio Fraga.
Abdelmassih está no Hospital São Lucas de Taubaté desde o dia 18 de maio. Ele foi à unidade retirar uma sonda colocada no mês anterior, durante internação no Hospital Regional. Na consulta, segundo sua defesa, foi constatada uma broncopneumonia.
Agentes da Secretaria de Administração Penitenciária estiveram na unidade nesta quinta-feira, para entregar a decisão da Justiça.
Para receber tratamento em casa Abdelmassih precisa de três cuidadores. Além disso, há a necessidade de aparelhagem, cama hospitalar e a realização de exames periódicos. Sua mulher mora num apartamento alugado no bairro do Itaim com os dois filhos do casal.
Não está claro no texto da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, para a defesa do ex-médico, como o condenado sairá para fazer exames com a tornozeleira eletrônica.
— Vou entrar com embargo de declaração para questionar essa decisão, para a Justiça explicitar como se dará o uso da tornozeleira. Será que eu precisarei avisar com antecedência caso ele tenha que sair? E se for uma emergência? — questiona a defesa, para continuar:
— E vou entrar com agravo para pleitear o indulto. Ele já preencheu os requisitos (para obter o perdão) em 2016, e tanto o Tribunal de Justiça (TJ) como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já concederam em casos idênticos.

