Início Brasil Roraima quer que a União pague R$ 17 milhões por gastos com Venezuelanos
Brasil

Roraima quer que a União pague R$ 17 milhões por gastos com Venezuelanos

Envie
Envie

BRASÍLIA – A governadora de Roraima, , a advogada-geral da União, , e um representante da comunidade indígena Tuxaua estão reunidos com a ministra , do Supremo Tribunal Federal (), para tentar chegar a um acordo sobre o pedido do governo do estado para fechar temporariamente a do com a . Na proposta de conciliação apresentada, a governadora pede o repasse inicial de para custear gastos públicos com os imigrantes realizados desde 2016, além de valores extras a serem pagos pela União todos os meses.

Segundo o governo estadual, neste ano há 1.484 imigrantes matriculados na rede de ensino estadual, ao custo de R$ 7,6 milhões. Suely pede que esse valor seja repassado pelo Fundeb imediatamente. Além disso, o estado alega ter gasto R$ 138,6 milhões com a saúde dos imigrantes desde 2016. O pedido é que sejam repassados pela União R$ 5,7 milhões mensais, a partir de agora, para custear as despesas extras.

Ainda de acordo com o governo do estado, a União assumiu a administração e o custeio dos abrigos para recepção dos venezuelanos somente em fevereiro deste ano. Antes disso, por dois anos, essa tarefa era do estado. O valor total gasto pelo governo de Roraima para esse acolhimento inicial foi de R$ 2 milhões. O governo quer o ressarcimento desse valor e também a doação de 15 ambulâncias para contribuir com a prestação do serviço público no estado.

O governo de Roraima também relata que, em 2016, 19 presos eram imigrantes venezuelanos. Em 2017, este número passou para 43 imigrantes. E, somente nos três primeiros meses de 2018, já havia 61 imigrantes inseridos no sistema prisional do estado. O custo mensal do preso na rede estadual prisional é de R$ 2 mil. O estado pede o ressarcimento de R$ 1,8 milhão. Por fim, o governo pede a devolução de R$ 135 mil, que teriam sido extraídos do orçamento estadual para aplacar os efeitos da crise migratória.

Siga-nos no

Google News