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Senador Plínio Valério solicita ações para resgatar Embrapa da crise financeira

Senador Plínio Valério solicita ações para resgatar Embrapa da crise financeira
Senador Plínio Valério solicita ações para resgatar Embrapa da crise financeira

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) alertou hoje (2) os parlamentares sobre a necessidade de uma ação mais concreta para salvar a Embrapa, fundamental para a grande revolução agrícola do Brasil, que transformou o país no maior produtor do mundo de uma série de commodities que sustenta o crescente superávit da balança comercial brasileira, e hoje enfrenta grave situação financeira. 

Plínio explicou que fez sua parte, ao apresentar projeto para isentar a Embrapa do pagamento de taxas milionárias, contribuições por serviços prestados e similares os pedidos de registro e proteção de experimentos de pesquisa, produtos e tecnologias geradas pela empresa. Esses encargos hoje somam cerca de R$4 milhões que poderiam ser aplicados em novas pesquisas científicas.

O projeto que irá aliviar o caixa da Embrapa já foi aprovado no Senado e está para ser aprovado também no plenário da Câmara, com relatório do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), para virar lei. Em 10 anos, a empresa perdeu quase 60% da verba federal para pesquisa e inovação tecnológica, como mostrou reportagem da Revista Veja, citando o projeto de Plínio como uma das alternativas para salvar os projetos da empresa. 

Plínio diz que a Embrapa é uma joia tratada pelo Governo como bijuteria. A área de pesquisa abriu 2025 no vermelho, com déficit de R$26 milhões de reais. Há ainda relatos de atraso de pagamentos de terceirizados e de contas de luz, o que coloca em risco laboratórios que dependem de climatização. 

"Essa proposta, aprovada aqui no Senado por todos, é fundamental para garantir que a Embrapa tenha mais autonomia para investir em novas pesquisas, ampliando a produtividade e reduzindo os impactos ambientais da nossa agricultura. Os altos custos vêm sendo um desafio para a Embrapa", discursou Plínio.

Atualmente, a empresa mantém 513 cultivares protegidos pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares e, somente entre 2015 e 2019, os gastos para a manutenção desses direitos somaram cerca de R$1,1 milhão. Nos últimos cinco anos, esse valor triplicou, chegando a R$3,3 milhões e a previsão agora, para 2025, é de um custo adicional de R$600 mil.

"No  Amazonas, a Embrapa Amazônia Ocidental desempenha um papel fundamental para as comunidades rurais, pescadores e pequenos agricultores familiares. Eu tenho atuado para fortalecer a Embrapa no Amazonas, destinando recursos todos os anos  para iniciativas que impulsionam a inovação, a produção sustentável e a segurança alimentar da região: ração para pesca com produtos regionais; melhorar o cultivo do abacaxi, melhorar a produção de frutas; estudar e ajudar pequenas famílias, pequenos agricultores. Eu tenho feito a minha parte", alertou Plínio.

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