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STF determina que "emendas pix" de parlamentares devem seguir critérios de transparência

STF determina que "emendas pix" de parlamentares devem seguir critérios de transparência
STF determina que "emendas pix" de parlamentares devem seguir critérios de transparência

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta quinta-feira (1) que as "emendas PIX" devem obedecer a critérios rigorosos de publicidade, transparência e rastreamento. 

Criadas em 2019, as emendas, oficialmente chamadas de "Transferência Especial", permitem que parlamentares direcionem recursos diretamente a estados ou municípios sem a necessidade de justificativas detalhadas. Esse método gerou preocupações sobre a falta de fiscalização, pois não há clareza sobre o destino e uso dos fundos.

A decisão de Dino estabelece que:

- As emendas só poderão ser liberadas pelo Executivo se atenderem a requisitos de transparência e rastreabilidade.

- Os parlamentares só podem enviar essas emendas para o estado pelo qual foram eleitos.

- A Controladoria-Geral da União terá 90 dias para auditar repasses realizados entre 2020 e 2024, especialmente para ONGs e entidades do terceiro setor.

Além disso, beneficiários devem registrar informações detalhadas sobre as transferências na plataforma Transferegov.br antes do recebimento dos recursos. O Poder Executivo só poderá liberar os fundos após a conformidade com essas exigências. No setor de saúde, as emendas só poderão ser executadas com parecer prévio das instâncias do SUS.

A decisão atende a um pedido da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que solicitou a suspensão das transferências e questionou a constitucionalidade da modalidade. O STF visa garantir que o controle e a transparência sejam assegurados para prevenir danos ao erário e assegurar o cumprimento dos princípios constitucionais.

O ministro Flávio Dino destacou que a medida é essencial para evitar violações à Constituição e garantir a adequada fiscalização dos recursos públicos.

 

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