BRASÍLIA – O ex-ativista italiano deve ficar preso por pelo menos mais dez dias. O relator do pedido de habeas corpus feito pela defesa, ministro , não vai decidir o caso sozinho, mas levá-lo para julgamento na Primeira Turma do (STF), composta por cinco ministros. O colegiado se reúne todas as terças-feiras. Ainda não há previsão de quando Fux vai colocar o processo em pauta, mas não deve ser na sessão da próxima semana.
A demora do STF para tomar uma decisão dará tempo suficiente para o governo brasileiro por seu plano em prática de mandar Battisti de volta para a Itália. Depois que uma reportagem do GLOBO revelou o plano, a defesa do ex-ativista entrou com um pedido de habeas corpus no STF no dia 27 para impedir que ele seja expulso, extraditado ou deportado do país.
“Neste momento, é iminente o risco que sofre o paciente de ter cerceado o seu direito à locomoção, em medida irreversível a ser adotada, inclusive com apontamento de que pode ser concretizada a qualquer momento, com a expulsão do Paciente do local em que se encontra detido”, diz trecho do pedido dos advogados.
Autoridades que acompanham o caso esperam que Battisti deixe o Brasil nos próximos dias, quando as questões formais do caso já estiverem supridas. Na semana passada, o italiano foi preso em Corumbá (MS) por indícios “robustos” da prática de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Segundo a Justiça Federal, Battisti tentava fugir para a Bolívia “temendo ser efetivamente extraditado”, como pediu a Itália ao governo brasileiro.

