BRASÍLIA - Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido do ex-diretor da Petrobras Renato Duque para pegar carona em decisão que mandou soltar o ex-ministro José Dirceu. Ambos são investigados na Operação Lava-Jato e já foram condenados pelo juiz federal Sérgio Moro. Com isso, Duque continuará atrás das grades.
O relator, o ministro Dias Toffoli, entendeu que não há ligação entre o caso de Dirceu e de Duque. Ele foi acompanhado pelos demais ministros da Segunda Turma: Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes.
Em 2 de maio, a Segunda Turma determinou que Dirceu deveria ser colocado em liberdade. Na ocasião, o relator dos processos da Operação Lava-Jato, Edson Fachin, foi contra soltar o ex-ministro. Mas apenas Celso de Mello votou da mesma forma. Os outros três ministros da turma — Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski — foram favoráveis à liberdade de Dirceu. Como Toffoli foi o primeiro voto vencedor, ele se tornou o novo relator.
