Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre mobilidade urbana mostrou que os brasileiros que não usam transporte público seriam mais propensos a usá-lo se o preço fosse mais baixo, o tempo de espera fosse menor e a segurança fosse maior.
A pesquisa, que foi realizada com 2.019 pessoas em cidades com mais de 250 mil habitantes em todas as 27 unidades da Federação, também descobriu que o carro é o meio de transporte mais usado, seguido pela moto, bicicleta, ônibus, carona, trem, fretado, van, carro por aplicativo, táxi e barco.
Em relação à bicicleta, 39% dos entrevistados disseram que usariam mais se houvesse mais segurança para pedalar nas vias. Eles também disseram que respeitariam mais os ciclistas e que gostariam que houvesse mais ciclovias e ciclofaixas.
Os carros de aplicativo foram os meios de transporte mais bem avaliados, com 64% dos usuários dizendo que os consideram bons ou ótimos. Em seguida, vêm o metrô (58%), trem (38%), táxi (30%) e ônibus (29%).
O sistema de transporte público por ônibus urbano registrou uma queda de 24,4% na demanda entre 2019 e 2022, devido principalmente à pandemia. Isso significa que deixaram de ser realizados quase 8 milhões de deslocamentos de passageiros por dia, em média, no período.
Mesmo com um aumento de 12,1% na demanda e de 10,3% na produtividade em 2022, na comparação com 2021, o segmento não recuperou os patamares pré-pandemia.
Os resultados da pesquisa mostram que há uma demanda por transporte público mais acessível, seguro e eficiente. As autoridades públicas e as empresas de transporte público precisam trabalhar juntas para melhorar a qualidade do transporte público e tornar mais atraente para os brasileiros.

