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Tasso diz que sua candidatura ‘chacoalhou’ o PSDB

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BRASÍLIA - “Saí de cena, graças a Deus!” Dizendo-se aliviado mas com sensação de dever cumprido pelo fato de sua candidatura a presidência do ter dado “uma chacoalhada” no partido e mostrado que ainda há capacidade de indignação entre os tucanos, o senador (CE) disse nesta terça-feira que caberá agora ao governador (SP) vencer os enormes desafios de pacificar e administrar as opiniões divergentes, que vão continuar sendo manifestadas apesar do acordo. Ele e o governador de Goiás, , retiraram suas candidaturas e selaram ontem um acordo para que Alckmin assuma a vaga do presidente licenciado (MG).

— Tiro um peso das minhas costas — disse Tasso um dia após o acordo.

Sem citar Aécio Neves, acusado de receber propina de R$ 2 milhões da JBS, em mais de uma vez Tasso alfinetou o grupo de apoio ao senador mineiro. Perguntado se valeu a pena a sua candidatura, ele disse que mostrou que seu PSDB não é o que aparecia na mídia. Tasso afirmou que não tinha o propósito de ser presidente do PSDB, mas as circunstâncias o levaram a empunhar uma bandeira.

— Eu acho que sim, valeu a pena. Tenho a sensação de alívio e de dever cumprido. Demos a chacoalhada que o partido precisa. Mostramos que tem gente diferente, não somos como o PSDB que ultimamente estava aparecendo na mídia. Existe ainda indignação com atitudes que não condizem com nossa história o nosso princípio. Deu uma chacoalhada principalmente nos mais jovens — disse Tasso.

O senador cearense disse que não irá disputar cargos na nova Executiva a ser eleita na convenção de dezembro, que Alckmin recebeu carta branca dele e de Marconi para fazer a montagem, mas defendeu que sejam vetados nomes que não tenham a “cara limpa”.

— Diante dessa cara nova que partido quer ter, tem que estar limpo, tem que ser gente com cara limpa. Gente claramente afinada com os propósitos do Mário Covas. Não vou falar de nomes — defendeu Tasso.

Ele ressaltou que aceitou o acordo porque era importante que o partido não tivesse mais divisões do que o esperado, e admitiu que sua postura era mais “incisiva” e Alckmin tem um perfil mais pacificador, tem autoridade e influência sobre os dois grupos que o apoiavam e a Marconi.

— A questão principal é a mudança de rosto do partido. Ficar ou não no governo é um detalhe. Temos que voltar aos nossos princípios fundamentais, ter coerência com nossas propostas, com as reformas e a da previdência é fundamental. Sem essa reforma o país quebra, mais cedo ou mais tarde — disse Tasso.

Tasso também disse que caberá a Alckmin costurar as alianças com os demais partidos, mas defendendo com firmeza esses princípios, com posições firmes. Sobre a insinuação do líder do governo, Romero Jucá (RR), de que Alckmin poderia matar sua candidatura se se render a pressão dos “cabeças pretas” e se afastar do governo, Tasso respondeu com ironia.

— Eu não entendo de ponche do Jim Jones não, mas se é algum veneno, quem vai decidir o que é ponche do Jim Jones ou não é a Justiça — respondeu Tasso.

O ponche foi uma bebida com veneno que o pastor Jim Jones, na Guiana, obrigou os seguidores da seita a beber. Foi um massacre com dezenas de mortes.

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