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Tasso não deve aceitar proposta de chapa única para Diretório do PSDB

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BRASÍLIA - Voltou a estaca zero a tentativa de acordo para a disputa da presidência do . A proposta de uma chapa única para o Diretório Nacional e disputa só para a Executiva, aceita pelo governador de Goiás, , deverá ser rejeitada pelo senador (CE) na reunião da Comissão Eleitoral. O encontro estava previsto para a tarde desta terça-feira, mas foi adiado para amanhã. Como o Diretório tem 177 membros titulares e 59 suplentes, é complicada a aritmética para compor duas chapas para ir a voto entre cerca de 600 convencionais.

A proposta que estava sendo costurada prevê chapa única para o diretório com voto já nos dois candidatos a presidente. O mais votado seria o presidente e comporia os 21 cargos da Executiva de acordo com o número de votos dados a Tasso e Marconi.

A comissão eleitoral para definir as regras da votação na Convenção Nacional do dia 09 de dezembro é composta por sete membros: o presidente interino Alberto Goldman, o secretário geral Silvio Torres (SP), o Diretor de Gestão Corporativista João Almeida e dois representantes de cada candidato. Os representantes de Tasso são o senador Cássio Cunha Lima (PB) e o deputado João Gualberto (BA). Do governador Marconi Perillo o deputado Giuseppe Vecci (GO) e o deputado Marcus Pestana (MG). Anteriormente, a reportagem informou erroneamente que o nome do deputado Nilson Pinto.

— A princípio Tasso não aceita a chapa única com disputa apenas para a presidência — disse o senador Cássio Cunha Lima.

Tasso passou a última semana fora do Brasil e chega hoje a noite a Brasília. Como Cássio quer conversar primeiro com ele, não deve comparecer a reunião da Comissão Eleitoral marcada para hoje a tarde sob o comando do presidente Alberto Goldman.

— Sem a chapa única para disputar o Diretório Nacional a votação é praticamente inviável. Vamos ter que achar uma alternativa — disse Goldman.

— Se não tiver acordo para a chapa única vai ser complicadíssimo — disse outro membro da comissão eleitoral.

Hoje ele decide também se anula a intervenção feita por Tasso no diretório estadual do Maranhão quando estava na presidência do partido. No Maranhão a executiva estadual foi dissolvida por Tasso durante sua interinidade, para tirar o vice-governador Carlos Bandão, alinhado a Aécio, e colocar no lugar o recém filiado senador Roberto Rocha, ex-PSB e um dos seus mais fortes apoiadores. Por causa da confusão, a convenção estadual que deveria ter acontecido no início do mês foi adiada sem prazo para ser realizada.

— Me tiraram na marra e colocaram Roberto porque ele agrada a Tasso — protestou o vice-governador do Maranhão, acusado pelos adversários de ser muito ligado ao governador Flávio Dino, do PCdoB.

Amanhã a Executiva nacional do PSDB se reúne para tirar uma posição oficial do partido sobre a votação da reforma da previdência. Essa posição poderá indicar uma posição da bancada, mas não haverá fechamento de questão. Essa proposta de o partido sair do governo mas ter uma posição oficial sobre apoio ou não a reforma, também sofre resistências internas. Os deputados que são contra votar agora a reforma da previdência por causa da proximidade das eleições, não quer que haja uma posição oficial do partido.

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