SÃO PAULO — O tio de Andreas Von Richthofen, o médico Miguel Abdalla, divulgou neste fim de semana uma carta em que trata como um “episódio isolado de descontrole emocional” a internação de Andreas em uma clínica terapêutica para usuários de drogas, ocorrida na semana passada. Andreas foi encaminhado a ala psiquiátrica do Hospital Municipal do Campo Limpo depois de ter sido encontrado, na manhã do dia 30, maltrapilho e com sintomas de abuso de drogas ilícitas na zona sul de São Paulo. Andreas é o único irmão de Suzane, condenada por ter assassinado os pais em 2002.
Originalmente, fontes ligadas ao hospital informaram que Andreas havia sido localizado na região da Cracolândia, o que não foi confirmado pela Polícia Militar. Agentes da Prefeitura que atuam na área, no entanto, afirmaram ter feito abordagens a Andreas no local, que não chegou a receber atendimento. Na carta, Abdalla afirma que a imagem do sobrinho foi “exposta indevidamente” e não confirma qualquer diagnóstico médico em relação a Andreas ou explica o que teria acontecido com ele nas horas anteriores à sua internação.
Segundo a carta, Andreas “está atualmente em tratamento, acompanhado pela família, até seu completo restabelecimento, e retomada normal de suas atividades. Atualmente internado na Casa de Saúde São João de Deus, em leito custeado pelo SUS, Andreas não tem recebido visitas de parentes e amigos.
O tio reconhece que a vida privada de Andreas foi perturbada pelas repercussões do crime e relembra ainda que ele foi um elogiado aluno em todo o seu período acadêmico, tendo concluído recentemente o doutorado em Química pela Universidade de São Paulo.
Ao GLOBO, a advogada da família, Maria Aparecida Evangelista, afirmou que a família não deve fazer novos esclarecimentos após a carta e que quer preservar sua intimidade.

