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Toffoli nega liberadade a filho de Jorge Picciani

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BRASÍLIA - O ministro , do Supremo Tribunal Federa (), negou nesta segunda-feira liminar para soltar o empresário , filho do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), (PMDB). Preso em novembro do ano passado durante a Operação , um dos desdobramentos da no Rio, ele é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter sido um colaborador "indispensável" no esquema de corrupção que envolve o pai.

Felipe é gerente da Agrobilara, a empresa agropecuária da família. Segundo os investigadores, "fica patente nos e-mails trocados entre eles que Felipe age em consonância com o principal propósito da empresa: a lavagem de ativos dos crimes praticados por seu pai e por outras pessoas da esfera de conhecimento de seu pai (empresários e funcionários públicos)".

Também de acordo com o MPF, leilões promovidos por ele entre 2003 e 2015 revelam que parceiros na venda de embriões e gado eram também fornecedores, prestadores de serviço, contratados ou têm algum tipo de interesse em negócios com o estado e prefeituras aliadas, a maioria do PMDB.

A decisão de Toffoli soltando Felipe não está disponível. A Operação Cadeia Velha, cujos processos que chegam ao STF estão sob a relatoria do ministro, levou à prisão também de Jorge Picciani e dos deputados estaduais do Rio Edson Albertassi e Paulo Melo, ambos do PMDB. Os três já apresentaram habeas corpus no STF, ma até agora apenas Picciani conseguiu o benefício da prisão domiciliar.

A decisão foi tomada em 27 de março pela Segunda Turma da Corte. Votaram assim os ministros Dias Toffoli e Celso de Mello, que apontaram razões de saúde para conceder o benefício. Toffoli falou ainda que a vida do presidente afastado da Alerj está em risco. Apenas Edson Fachin foi contra. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que também integram a Segunda Turma, não estavam presentes e, por isso, não participaram do julgamento. O pedido foi feito pela defesa de Jorge Picciani e teve parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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