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Toxina faz governo de SC proibir cultivo de ostras por causa de toxina

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SÃO PAULO - O governo de Santa Catarina interditou preventivamente o cultivo e a comercialização de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões em todo o litoral catarinense nesta quinta-feira. Uma toxina paralisante, encontrada em Porto Belo, no Litoral Norte daquele estado, foi o motivo da determinação. Com a interdição, ficaram proibidas a retirada, venda e o consumo de moluscos.

A toxina foi identificada em exames feitos na água e nos moluscos cultivados na Ilha João da Cunha. A toxina pode causar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais e perda de sensibilidade nas extremidades do corpo. Em casos mais graves, pode ocorrer paralisia generalizada e morte por falência respiratória.

O governo catarinense alerta que essas toxinas não são degradadas com o cozimento ou o processamento dos alimentos. Como os moluscos são filtradores, independentemente de serem cultivados ou não, podem acumular as toxinas.

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) faz coletas de monitoramentos das áreas de produção de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões. Os resultados dessas análises vão definir a liberação ou não das interdição das áreas afetadas.

Em 2013, 2014 e 2016, houve interdições do cultivo de moluscos no litoral catarinense. Em 2013, por causa de um vazamento de óleo no bairro Tapera, em Florianópolis. Em 2014 e 2016, por causa da presença de uma toxina produzida por algas do gênero Dinophysis, que pode causar intoxicação alimentar.

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