RIO — O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) vai analisar na sessão de segunda-feira o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-governador Anthony Garotinho (PR), preso pela Polícia Federal na quarta-feira. Ele está em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, onde cumpre prisão domiciliar.
A decisão de levar o caso ao plenário é da desembargadora eleitoral Cristina Serra Feijó, relatora no TRE-RJ dos casos relacionados ao ex-governador na Operação Chequinho, da 100ª Zona Eleitoral de Campos. Garotinho foi preso por determinação do juiz Ralph Manhães. Ele também está usando tornozeleira eletrônica e só pode ter contato com parentes próximos e advogados.
— É uma decisão difícil, por isso comuniquei a presidente e optei por levar a plenário logo na sessão seguinte ao recebimento do habeas corpus — explicou a desembargadora.
O plenário do TRE-RJ é composto por seis desembargadores eleitorais, além da presidente, a desembargadora Jacqueline Lima Montenegro.
Garotinho foi preso por, segundo a decisão judicial, ameaçar testemunhas e destruir provas do processo. Além da medida cautelar, ele foi condenado a 9 anos de prisão, em regime fechado, por compra de votos e associação criminosa. Esta medida, no entanto, só entrará em vigor caso seja confirmada em segunda instância.
Em um post no Facebook, a ex-governadora Rosinha Garotinho reclamou da demora na análise do pedido de liberdade do marido. Segundo ela, a relatora “decidiu não decidir” e “deixar o Garotinho sem falar mais tempo”. O ex-governador etá proibido de usar celular e outros meios de comunicação, como o blog que mantém há anos.

