SÃO PAULO — A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, no centro da cidade, foi desocupada por manifestantes na noite de ontem. Uma das salas do prédio estava desde a quarta. O titular da pasta ameaçou um agente cultural de agressão na segunda-feira, causando revolta entre diversos coletivos.
O grupo deixou o prédio pacificamente por volta das 22h, após reunião com o secretário de Relações Governamentais Milton Flávio. Designado para negociar a desocupação com os manifestantes, que se recusaram a conversar com Sturm, o secretário mencionou as exigências realizadas pelos presentes e o fim do prazo dado pela Prefeitura para que o prédio fosse esvaziado.
— Eu disse que o prazo que o prefeito havia nos colocado era o dia de hoje. Se não houver acordo, abrimos mão dessa negociação e saio dessa posição de intermediário e mediador, porque a visão do prefeito é judicializar a questão — disse Milton Flávio.
Os manifestantes exigiam o afastamento de André Sturm da secretaria de Cultura e o descongelamento de verbas para a pasta. Na reunião, divulgada em redes sociais pelos coletivos, Milton Flávio anunciou que uma proposta será apresentada à Secretaria da Fazenda na próxima semana e sugeriu que os coletivos indicassem membros que pudessem acompanhar as ações da pasta.
O prédio foi cercado por viaturas da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) durante a ocupação. Após deixarem o prédio, os manifestantes realizaram uma passeata pela região do centro para pedir a saída de André Sturm.
Na segunda-feira, Sturm após ser questionado por ações relativas a uma casa de cultura na Zona Leste da capital. O secretário tentava formalizar uma parceria com o coletivo responsável pela administração da Casa de Cultura Ermelino Matarazzo, que não aceitou fechar acordo sem remuneração. A conversa foi gravada e divulgada em redes sociais.

