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Votação de medidas econômicas pode adiar reforma política

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BRASÍLIA - A longa sessão da Câmara para a votação da Medida Provisória (MP) que cria a TLP, a nova taxa de juros do BNDES, e a necessidade de o Congresso votar a mudança da meta fiscal de 2017 e 2018 dificultam ainda mais a votação da nesta quarta-feira. Além disso, os partidos não conseguiram chegar a um consenso, apesar de frequentes reuniões. Líderes de diferentes siglas já avaliam que dificilmente será possível votar a proposta hoje.

O presidente interino da Câmara, deputado André Fufuca (PP-MA), disse que quer votar a proposta relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR), que trata do fim das coligações proporcionais e da adoção de uma cláusula de desempenho pelos partidos. Mas isso vai depender do desenrolar da sessão.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), admitiu que há risco de não haver a votação nesta quarta-feira.

— Vai depender da sessão — disse Baleia Rossi.

Os parlamentares ainda tentam um acordo sobre a proposta relatada pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP), que trata do sistema eleitoral e da criação de um fundo de financiamento de campanha. Os impasses sobre a adoção do semidistritão ainda persistem, segundo os líderes.

Depois de um entendimento com os líderes do governo, o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), anunciou em discurso que a votação da reforma política será adiada para a próxima terça-feira. Dentro do plenário, a relatora da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do fim das coligações, deputada relata pela deputada Shéridan (PSDB-RR), fez um acordo com o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB ), para que a votação da reforma ocorra na próxima semana. O acordo foi anunciado por Tripoli, mas não foi entendido pelo presidente interino da Câmara, deputado André Fufuca (PP-MA), que deixou aberta a possibilidade de retomar o tema à noite, depois da sessão do Congresso.

Nos bastidores, o presidente interino do país, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), acertaram que a sessão da Câmara acabaria assim que a Medida Provisória da TLP, a nova taxa de juros do BNDES, fosse aprovada. E isso ocorreu, depois de uma pressão dos líderes governistas e conversas com a deputada Shéridan, que precisou ser convencida do entendimento.

— A deputada Shéridan pediu para postergar um pouco mais (a discussão), porque há pontos que precisam de consenso. Deixo a sessão em suspenso — disse Fufuca, não percebendo o anúncio feito por Tripoli e diante do olha surpreso de Aguinaldo Ribeiro.

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