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Votação de relatório da CPI da JBS fica para quarta-feira

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BRASÍLIA - A decidiu acatar pedido de vista conjunto feito pelos membros do colegiado na manhã desta terça-feira. Após a apresentação do relatório do deputado (PMDB-MS), parlamentares solicitaram prazo maior para avaliar o texto que propõe o indiciamento do ex-procurador-geral da República e seu ex-chefe de gabinete, , por prevaricação, abuso de autoridade e pela lei de segurança nacional por incitação a subversão da ordem política. O colegiado volta a se encontrar amanhã, quarta-feira.

O deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) chegou a apresentar um pedido de vista isolado. Entretanto, após a manifestação de outros parlamentares, a vista foi dada em conjunto. O deputado Delegado Francischini (SD-PR), que havia solicitado prazo de até cinco dias, voltou atrás por receio de falta de quorum na próxima semana - quando as Casas do Legislativo devem estar empenhadas em aprovar a reforma da Previdência. O parlamentar pretende apresentar um texto alternativo ao apresentado nesta terça-feira por Marun.

— Nem que a gente vire a noite hoje. Não quero o carimbo de que levamos para quinta-feira com o pedido de vista para não votar. Vou me debruçar para apresentar o novo texto na sessão de amanhã. Se for deixar para quinta, é melhor pautar novamente para amanhã — ponderou.

Os parlamentares chegaram a debater uma possível prorrogação da CPI por até 60 dias. Entretanto, como se trata de um colegiado composto por deputados e senadores, é necessária a apresentação de assinaturas de um terço dos congressistas de cada Casa. O senador Lasier Martins (PSD-RS) destacou que vai se empenhar para ter a quantidade necessária de parlamentares favoráveis à prorrogação até a próxima sessão.

— Não adianta a gente se limitar a ouvir os membros do Ministério Público. Existem vários requerimentos que aguardam para ser apreciados. Inclusive os que convocam políticos a se pronunciar na CPI — disse Lasier Martins.

— De fato, a CPI precisaria ter um tempo maior para concluir os trabalhos. Nós pedimos documentos à JBS que não chegaram. É lamentável encerrar o colegiado sem a análise dessas questões que são fundamentais - concordou o deputado Izalci Lucas.

No relatório apresentado, Marun descreve o histórico da movimentação de Janot, Pelella, do ex-procurador Marcelo Miller e dos advogados de executivos da JBS, responsáveis pelo acordo de delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista firmado junto ao Ministério Público.

De acordo com Marun, Janot sabia das tratativas realizadas entre os outros citados desde fevereiro. O deputado sugere ainda que o ex-procurador-geral sabia que Pelella e o ex-promotor Sérgio Bruno, ex-coordenador das investigações da Operação Lava Jato em Brasília, induziram a gravação entre Joesley e o presidente Michel Temer.

Apesar das manifestações, Marun avaliou que as recusas de Janot e Pelella a comparecer na CPI para esclarecer os fatos apurados pelos congressistas foram "muito graves". Para o relator, Janot perdeu uma "grande oportunidade" de esclarecer os fatos investigados pelo colegiado.

— Pedi o indiciamento para que o Ministério Público possa aprofundar as investigações e decidir sobre o prosseguimento ou não da denúncia. Nós nos damos ao respeito e gostamos de ser respeitados. No mínimo precisamos de uma resposta para a não denúncia - avaliou.

— Chegamos a um consenso. Daremos continuação aos trabalhos e estou aberto para diálogos — concluiu o relator.

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